Sentindo na pele – sugestões de atividades para se colocar no lugar do outro

Durante as Paralimpíadas, que aconteceram na cidade do Rio de janeiro, o mundo se voltou para as pessoas com deficiência.

A população brasileira acompanhou ao vivo e pela TV as competições de atletas com deficiência em provas de diversas modalidades esportivas.

Pudemos contemplar maravilhados o alto rendimento dos competidores com diferentes tipos de deficiência.

Mas nem sempre foi assim.

Antigamente as pessoas com deficiência eram vistas como “coitadinhas”. Muito tempo atrás as crianças que nasciam com algum tipo de deficiência eram até exterminadas, abandonadas em algum lugar.

Com o passar do tempo, o olhar para as crianças com deficiência passou a mudar.Começaram a surgir atendimentos de diferentes especialidades para tratamento e reabilitação.

Com a inclusão as crianças passaram a ter direito a estudar em escolas regulares, ditas “comuns”.

E hoje em dia, pode-se dizer que o preconceito diante da deficiência é um pouco menor.

Mas infelizmente ainda vemos atitudes de racismo e intolerância entre adultos nas mídias sociais. Brigas por causa de política são muito comuns, por exemplo.

Hoje em dia as crianças já crescem em um mundo mais inclusivo. Antigamente era raro ver uma pessoa com deficiência andando pelas ruas, sozinhas principalmente; passeando em um shopping ou em outro lugar público.

Atualmente isto é muito mais usual. As pessoas com deficiência não ficam mais tão escondidas dentro de suas casas, e convivem com outras pessoas sem deficiência, normalmente.

Nossas crianças estão tendo contato com coleguinhas com algum tipo de deficiência na escola, no clube, e em outros locais, e com isto, elas já vão desenvolvendo a empatia desde pequenininhos.

O colocar-se no lugar do outro é muito importante!

Com o objetivo de tentar mudar o paradigma de que as pessoas com deficiência são impossibilitadas de realizar determinadas tarefas.

Este post tem então o intuito de trabalhar esta questão do “sentir na pele”.

Aqui você terá sugestões de atividades em que você, seus filhos, alunos, ou pacientes simularão as deficiências física, visual e a surdez.

Em minha Fanpage “Fabriquinha de brinquedos inclusivos” você encontrará jogos de mesa e brinquedos acessíveis para todos. Mostro brinquedos que confeccionei com materiais recicláveis para pais e filhos, irmãos com e sem deficiência brincarem juntos. Tais como o jogo da forca com letras impressas, em datilologia e também em Braille na mesma peça.

Quero sensibilizar os leitores para as potencialidades das pessoas com deficiência.

Espero que vocês concluam que as pessoas com deficiência podem praticar esportes, que as crianças com alguma limitação física ou sensorial podem realizar as mesmas brincadeiras que as sem deficiência, que todos têm direito à diversão!

 

ATIVIDADES:

1-      Pega ajuda com passes

foto-1-maria-babona-sentindo-na-pele-pry-setembro
A multi-ethnic group of elementary age children are playing tag and chasing each other up a hill.

Número de participantes: livre

Material: 1 bola

Descrição do jogo: Um dos participantes será designado o pegador, os demais serão os fugitivos. Todos deverão estar sentados de forma dispersa pelo local de realização da brincadeira. Tanto os pegadores quanto os fugitivos não poderão se levantar;  deverão se locomover sentados. O pegador terá uma bola na mão, onde tentará arremessar nos colegas. Aquele que for atingido pela bola passará a ser pegador, aumentando o número de caçadores.

 

2-  Caranguejobol

Número de participantes: livre

Material: 1 bola, coletes, 1 bandeira sinalizadora (vermelha).

Descrição do jogo: A turma será dividida em duas equipes com o mesmo número de participantes. Cada equipe se posicionará em metade da quadra, tendo como objetivo defender seu gol e tentar fazer gol na equipe adversária. Todos os participantes só poderão se locomover sentados ou suspendendo o quadril, se locomovendo apenas com o apoio das mãos e dos pés, na posição de 4 apoios, parecendo um caranguejo. A impulsão da bola só poderá ser feita com os pés. Após o gol, o jogo é reiniciado por um dos participantes da equipe que levou o gol. Quando houver transgressão das regras, a equipe infratora será penalizada com uma falta que poderá ser cobrada diretamente ao gol.

Vence a equipe que fizer mais gols.

3- O corpo fala

Group of smiling children sitting on bench and playing charades together

Número de participantes: livre

Material: papéis

Descrição do jogo: Dividir a turma em grupos, cada grupo receberá um papel com uma mensagem escrita. Cada grupo deverá transmitir sua mensagem exclusivamente por gestos para outros grupos.

4-    O chapéu é meu

foto-3-maria-babona-sentindo-na-pele-pry-setembro

Número de participantes: Livre

Material: Chapéus feitos de jornal e uma bandeira colorida.

Descrição do jogo: Duas fileiras com o mesmo número de participantes, frente a frente. Os alunos confeccionarão os chapéus de jornal para utilizarem no jogo. No chão entre eles, coloca-se uma série de chapéus, sendo um para cada dois participantes. Dado o sinal (com a bandeira), os participantes correm para os chapéus, pondo na cabeça o que conseguir pegar. Cada jogador poderá pegar apenas um chapéu, não podendo também pegar depois que já está com o colega. O lado que tiver o maior número de chapéus marca ponto.

Esta atividade poderá se repetir quantas vezes o professor desejar.

Vence o jogo o lado que tiver feito mais pontos

5-    Adivinhe pelo tato

Número de participantes: Livre

Material: vendas, objetos como: lápis, frutas, livro, brinquedos, etc.

Descrição do jogo: Os participantes deverão ser divididos em dois ou três grupos. Cada participante terá a oportunidade de sentir, com os olhos vendados, os objetos que serão dados por alguém. O grupo que acertar o nome de mais objetos será vencedor.

6-     Ouça e pegue o rabinho

Número de participantes: livre.

Material: barbante, latas de refrigerante com pedrinhas dentro.

Descrição do jogo: Todos deverão estar com os olhos fechados. Cada participante terá uma lata de refrigerante com um barbante que deverá ser amarrado na cintura, sendo arrastado pelo chão. Cada um tentará roubar o “rabinho” do outro.

Aquele que mais “rabinhos” pegar será o vencedor.

Variação:

Esta atividade pode ser feita em duplas de mãos dadas, onde um fica com os olhos fechados e outro não. Aquele que não enxerga pega o “rabinho”, seguindo as instruções do vidente. O “rabinho” estará preso na criança que está de olhos fechados.

Vencerá a dupla que tiver mais rabinhos.

7- Robô

Materiais necessários: nenhum.

Descrição: em duplas, um atrás do outro, os participantes deverão se comunicar utilizando apenas toques: toque na cabeça deve parar, nas costas andar pra frente, nos ombros virar para direita/esquerda. Não será permitido falar. O objetivo é caminhar pelo espaço, respeitando os comandos.

 

8- Selva/Curral

Materiais necessários: nenhum.

Descrição: Formar quatro grupos, cada um representando um animal, dispostos um em cada canto. No centro ficará o caçador.  O caçador deverá chamar dois grupos que trocarão de lugar. Quem for pego pelo caçador será colocado na jaula. Vencerá o jogo o último a ser pego.

Sugestões de variações:

1-       Para conseguir identificar os grupos, uma pessoa da equipe deverá carregar uma placa com desenho do animal do seu grupo.

2-       O caçador deverá ficar de olhos fechados, as crianças deverão somente andar durante a troca de lugar, ao invés de correr, fazendo o som do animal.

3-      O caçador ficará sentado em uma cadeira no centro do local onde está sendo realizada a brincadeira, e os demais deverão andar ao invés de correr.  O caçador lançará uma bola para pegar os colegas.

4-      O caçador deverá chamar os animais sem falar, somente fazendo sinal ou utilizando uma placas com o desenho dos animais.

 

9- Batata quente

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Materiais necessários: bola.

Descrição: Os participantes formam uma roda, sentados. Um ficará fora da roda, de costas, repetindo “Ba-ta-ta quente, quente, quente … queimou”. Enquanto isso, os outros deverão passar a bola entre si e ao ouvirem “queimou”, o aluno portador da bola deverá realizar uma tarefa.

Variações:

Revestir uma bola com uma sacola plástica, para fazer barulhinho ao ser manuseada.

Uma ou mais pessoas com os olhos fechados.

O participante ao lado da pessoa de olhos fechados, deverá narrar o jogo, dizendo quem foi queimado em cada rodada.

 

OBS: Imagens de banco gratuitos na internet.

REFERÊNCIAS:

DIEHL, R. M. Jogando com as Diferenças: jogos para crianças e jovens com deficiência. São Paulo- SP. Phorte, 2006.

CATUABA, D.F.; BUENO, L.H.; SILVA, M.R.; SANTOS E SILVA, M. RIBEIRO, P.C.; MONTEIRO, S.M. Atividades adaptadas nas aulas regulares de educação física. (apostila) Secretaria Municipal de Educação. Prefeitura Municipal de Campinas. Campinas, 2014.

 

PRISCILA CRISTINE RIBEIRO

Professora de educação física, mãe e blogueira.

Instagram: @maternoamoreterno

Blog www.maternoamoreterno.blogspot.com

Perfil pessoal: https://www.facebook.com/priscila.ribeiro.3150

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