Seja uma mãe real com seu filho: palavra de uma mãe educadora

Uma das questões atuais que mais me penaliza, eventualmente enquanto mãe e quase sempre enquanto educadora, é a síndrome da mãe perfeita. Não existem mães perfeitas. Não existem sequer humanos próximos da perfeição – longe disso. Aliás, o que é perfeição, senão algumas definições relativas a cada contexto?

Uma das principais consequências deste fato é a cobrança – em especial, a materna – para seguirmos padrões que não são reais e coerentes, fato este que interfere diretamente em nossa relação com os filhos.

Atualmente, rotular é a moda: se você grita, é estúpida. Se não grita, é conivente. Se pega no colo, quer criar um dependente. Se não pega, é fria. O que faço, então, para ser a melhor mãe para essa criança? Eu, enquanto educadora e atriz que convive com muitas mães, deixo as minhas dica para visar manter a sanidade do seu relacionamento familiar: seja você (fato do qual ninguém poderá fugir e nem deve) e procure melhorar de acordo com o seu conjunto de valores.

Explico: se, por exemplo, você precisa de silêncio ao chegar em casa após um dia de trabalho, explique ao seu filho. Ensine e insista com ele. É um direito seu, enquanto pessoa, ter um pouco de tranquilidade. Porém, se um dia você gritou pelo silêncio, no outro, comece de novo através de uma conversa, dizendo que ele pode conversar com você, sim, porém, sem fazer muito barulho por alguns minutos. Melhore sua postura, mas deixe claro que aquele é um limite seu, assim como seu filho também tem e terá os dele. Assim se constrói o respeito mútuo, prática importantíssima para qualquer convívio social.

maibi

Vão te criticar por dividir a jogada da estrutura de convivência com a criança? Talvez. Mas a função da família é essa: criarmos pessoas melhor resolvidas, ativas e reais para um mundo que insiste em parecer ser o que não é. Então, só podemos estimular a sinceridade, a coerência e as possibilidades reais de sermos mais felizes em nossos filhos se formos seus modelos. E digo mais: seu filho confiará mais em você na medida em que, assim como ele, mostrar que não somente possui falhas e limites, mas – principalmente – se esforça para melhorar, de acordo com o que considera certo em termos de valores.

Essa coerência na criação, essa verdade de sermos nós mesmos, entrega uma criança mais segura para a escola. Promove um colega mais interativo. Faz brilhar uma pessoa mais colaborativa, humana e capaz de olhar para si e para o próximo com compaixão.

Vá por mim e siga a sua história. A sua intuição de mãe costumará valer e acertar muito mais do que conselhos voltados aos padrões generalizados. Eu, até hoje, não vi família nenhuma ser feliz seguindo o modelo de realização de outras pessoas que não sejam seus próprios integrantes.

 

Por Maibi Mascarenhas


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