Glossário Fashion, termos da moda que precisamos entender

Quem já ouviu falar em Marsala? Trata-se de um tom da cartela de cores Pantone eleita como a cor do ano. Se assemelha ao vinho.

Às vezes não acompanhamos tantas inovações. Eu mesma, enquanto adolescente, me lembro de ter amado uma bota que a vendedora me disse que a cor era Ocre. Surgiu uma incógnita na minha mente naquele momento…Oi?! Aprendi uma nova para jogar “Stop”, rs.

Na verdade, junto de cada estação, surgem novo termos, expressões e nomenclaturas para cores, texturas, estampas, formas e tudo o que o universo fashion engloba.

E para que você não se sinta um “peixe fora d´água” lendo determinadas revistas ou até em um bate papo informal com as amigas, aprenda e se certifique de algumas palavras desse vocabulário vasto:

A

Alfaiataria – são roupas geralmente com corte mais masculino, mas produzidas tanto para homens quanto para mulheres. Faz também referência às peças feitas sob medida por costureiros ou alfaiates.

Alpargata (espadrille): Calçado do tipo sapatilha, feita em brim ou lona, com solado de corda ou borracha que pode ser preso ao pé por meio de tiras de couro, corda ou pano. Teve origem entre os trabalhadores das docas, na França (espadrille) e na Espanha (alpargata). Foi moda na década de 1980. As alpargatas podem ser usadas tanto por homens como por mulheres. Pode servir também como substituto da bota no traje típico dos gaúchos.

Anabela: calçado com salto inteiriço da metade da sola para o calcanhar. Na frente, o sapato é mais baixo que sua parte anterior.

Animal Print: Estampa de animais, como couro de cobra píton, leopardo, zebra e onça.

Ankle Boot: Botas curtas, que vão

até o tornozelo, geralmente até o ossinho do tornozelo.

Art Déco: Surgida entre 1909 e 1939, estética inspirada em culturas antigas como a egípicia e a chinesa, e que apresentou motivos e formas geométricas aliadas ao industrial, ao cosmopolita e ao exótico. A Art Déco foi adotada não apenas na moda, mas também na arquitetura, nas artes decorativas, na fotografia e no cinema.

B

Blusê: A palavra vem do francês “blouse”. Uma blusa molinha, com uma sobra de tecido perto da cintura que é franzida com um nó ou costura e continua em cima dos quadris.

Body: Palavra que vem do inglês “corpo”. É um macacão colocado ao corpo, uma espécie de maiô com mangas.

Boho: Deriva da palavra em inglês bohemian, ou boêmio em português. Reflete um estilo não convencional, boêmio. E a boêmia simboliza uma vida alegre e despreocupada, com pouco ou nenhum trabalho. Também inclui referências ciganas.

Bomber: Jaqueta de zíper, fechada do alto até em baixo, com gola esportiva e formas simples. Foram adaptadas das jaquetas usadas pelos pilotos da Força Aérea Real Britânica.

Boyfit: Modelagem ampla que sugere uma peça “roubada” do guarda-roupa masculino. As calças foram a primeira a ganhar o título, seguidas dos paletós e blazers de proporções maiores, como os popularizados pela estilista inglesa Stella McCartney.

C

Cache-coeur (transpassada): Vem do francês “esconde-coração”. Blusa transpassada, curta e amarrada, que foi inspirada nos tricôs industriais que as bailarinas usam para treinar.

Caftan: Túnica larguinha que pode ser usada como vestido ou blusa.

Calça Flare: Flare, em inglês, significa “espalhar”. A calça flare “se espalha”, alarga, no final da perna. É a calça boca de sino ou pata de elefante.

Calça Pantacourt: Calça pantacourt é a pantalona curta.

Capa: Tipo de casaco, sem mangas ou com abertura para os braços, que pode ser curto ou longo. Muito popular na década de 60. Também feito em tecidos brilhosos para a noite, compondo looks para festas.

Cardigã: Casaco militar tricotado com lã penteada, com debrun de pele ou galões, de origem inglesa. Usado incialmente pelo exército britânico na Guerra da Criméia (entre 1853 a 1856 na Ucrânia) e recebeu o nome em homenagem ao Conde de Cardigan, James Thomas Brudenell. Foi adaptado para o sportwear no século 20, sem a gola. Tornou-se popular entre tricoteiras sendo produzido com abotoamento central e decote V e mangas compridas. Nas décadas de 20 e 30, Chanel incorporou a um conjunto duas peças, com cardigã, suéter e saia.

Clutch – Bolsa pequena ou carteira de mão.

D

Decote Canoa: Gola cortada de um ombro ao outro, que deixa as escápulas de fora. Coco Chanel cortou camisetas masculinas de listras horizontais para fazer o decote canoa e então entrou na moda. Também é chamado de bateau (barco em francês).

Decote Princesa: Blusa ou vestido ajustado, com recorte arredondado e romântico no busto, com costuras verticais.

Destroyed: tipo de lavagem muito comum em jeans. Semelhante à estonagem, mas utiliza mais enzimas que corroem a fi bra levemente, deixando o tecido com aspecto de destruído.

Dockside: Calçado rasteiro masculino criado em 1980 pela Sebago, nos Estados Unidos, como opção diferenciada para os calçados náuticos (boat shoes). O modelo foi muito difundido e hoje é feito por várias marcas, inclusive em versões femininas. A grande maioria é pespontada no cabedal, têm cadarço trespassado no entorno do pé, e fechamento com laço.

E

Estola: Agasalho retangular, geralmente usado em volta dos ombros e cruzado sobre o peito. A estola ingressou na moda na década de 50, geralmente usada à noite sobre vestidos longos. Hoje é um clássico do closet, que pode ser coordenado também com looks mais despojados conforme o material de confecção.

Evasê: Que tem a forma de um “a” mais alargado na parte de baixo. As saias evasê são justas na cintura e mais largas na extremidade.

F

Fashionista: Quem acompanha a moda e segue as tendências.

Flat: Sapatos sem saltos, como rasteiras e sapatilhas. 

Folk: Diz respeito ao folclore e à tradição. Na moda, significa uma mistura de tecidos mais rústicos, franjas e bordados à mão que remetem a diversas etnias.

Frente-única: Também é chamada de decote halter (frente-única em inglês). Modelo que tem a frente presa ao pescoço, deixando as costas nuas, em blusas e vestidos. Na década de 30 foi muito usada em roupas de noite e moda praia.

G

Galocha: As galochas são botas de plástico, que foram feitas para usar por cima do sapato, para não sujar a casa com lama nos dias de chuva. Há alguns anos Marc Jacobs colocou a galocha nas passarelas, depois a Chanel, Givenchy e outras grandes maisons. Hoje a galocha é um sapato funcional para a chuva e também estiloso para os fashionistas.

Get the look: O termo vem do inglês e, na tradução, a ideia é “consiga o look” ou “copie o look”.

Godê: Pedaço triangular de tecido, mais largo na parte inferior, costurado a uma saia, vestido ou casaco para aumentar a roda. Os godês vêm sendo usados na costura desde o século passado.

Gola Italiana: Gola de colarinho mais amplo, para ser usada com gravatas mais grossas e nós mais volumosos, já que a gola é menor e curta.

Gola Rolê/rulê/Cacharel: Gola alta e justa em malha ou tricô, muito usada na década de 60. Criada pelo estilista francês Jean Cacharel e então ficou conhecida por gola Cacharel.

H

Haute couture: O termo, em francês, se refere a peças femininas únicas, feitas à mão pelos melhores profissionais, sob medida, com os mais nobres tecidos e apenas na cidade de Paris, na França. Literalmente, significa alta-costura. E não existe alta-costura fora da capital francesa. Nos Estados Unidos, por exemplo, é usada a expressão high fashion e, na Itália, alta moda. Em 1910, foi criada a chambre syndicale de la Haute couture, um órgão sindical que regula, defende e define quem são os estilistas que realmente fazem alta-costura. Hoje em dia, no entanto, a expressão se popularizou e, muitas vezes, é usada para se referir a algo de altíssima qualidade, mas não necessariamente de haute couture.

Hi-lo: Abreviação de high and low, ou alto e baixo, em inglês. O look hi-lo mistura estilos opostos com peças caras e baratas, tecidos leves com pesados ou sofi sticados contrapostos aos simples.

Hot Pants: Calcinhas grandes, com cintura alta. A hot pant aparece em figuras como a Mulher Maravilha, em 1941 e foi imortalizada por Lynda Carter, num seriado de TV, de 1975 a 1979. Hoje, Sabrina Sato usa com frequência.

Hype: O termo em inglês significa “promover usando publicidade exagerada” e “criar interesse por meio de métodos extravagantes ou dramáticos”. Na moda, hype é aquilo que, em bom português, está dando o que falar. É o assunto do momento.

I

Indumentária clássica grega e romana: A maioria das peças usadas na indumentária clássica grega e romana eram feitas de material de tecido, resultado de processos que exigiam mão de obra intensiva. os tecidos eram muito valorizados e considerados preciosos para serem desperdiçados com cortes e modelagens. Os tecidos eram dobrados, enrolados e presos com grampos ou franzidos no corpo. Tantos gregos quanto romanos exibiam uma profusão de pregas e dobras. 

J

Japona: Paletó, em estilo jaquetão que foi inspirado no caban, com comprimento até os quadris, com ou sem elástico na borda. A maioria é confeccionada em tecidos leves, para usar na chuva.

Jaqueta Perfecto: Foi criada em 1937, pelo americano John Perfecto que se inspirou nas jaquetas dos aviadores. James Dean deu fama ao modelo, na onda da juventude transviada, na década de 50. A jaqueta original se caracteriza por ser de couro e fechar diagonalmente com zíper.

Jegging: Mistura de calça legging com jeans. A calça é justa como legging, com as características da calça jeans: cós, costura dupla pespontada, barra e/ou bolso faca.

K

Knickerbockers: Palavra inglesa que designa um calção folgado, franzido abaixo do joelho e preso com um botão ou fivela. Usado pelos homens desde o século 18, passou a ser parte integrante dos trajes femininos para esportes na década de 60 e início da de 70, quando voltou à moda promovido por Yves Saint-Laurent. São chamados apenas knickers.

L

Ladylike: Visual com ar vintage e superfeminino. Tem cintura marcada, laços, babados e estampas florais, desde que delicadas. Saias rodadas, evasê e lápis com cinto fininho são a cara desse estilo.

Lapela: É a parte superior da frente de uma jaqueta ou blusa, que desce dobrada desde a nuca.

LBD: A sigla vem do inglês little black dress. Em português, é o clássico e básico vestidinho preto.

Legging: Calça justa de malha. Desde a Idade Média, as leggings são empregadas como proteção contra o frio, sendo usadas por crianças e jovens desde o século 19. Até os anos 60, eram associadas às práticas esportivas. Foram adotadas por vários movimentos da moda, como o futurismo, mas foi mesmo a partir da década de 80, com a disseminação do visual esportivo nas ruas, que as leggings surgiram como peça de moda.

Lingerie: Este termo começou a ser usado para a roupa íntima, principalmente o conjunto de calcinha e sutiã. O termo vem do francês linge, que significa lavável. As primeiras peças de roupas intimas datam de 2000 A.C, pelas mulheres de Creta.  Já o conceito de lingerie, surgiu no final do século XIX, quando a pioneira Lady Duff Gordon desenvolveu peças íntimas menos rígidas como os corselets usados na época. O primeiro sutiã foi patenteado por Mary Phelps Jacob, no século XX.

Nas décadas de 50 e 60 as lingeries se tornaram glamorosas, já que o nylonestava em alta, calcinhas, sutiãs, meias, tudo leve e fácil de lavar. Os anúncios de publicidade e filmes de Hollywood ajudavam na sensualidade.

Loafer: Palavra inglesa que se refere à mocassim. Os loafers são mais estruturados, geralmente com recortes e tassel na frente. O weejum é um tipo de loafer.

Lookbook: Material produzido pela marca afim de divulgar as peças da coleção de determinada temporada. Essas imagens costumam ter fundo neutro e pouco efeito de luz, pois é preciso estar visível o tipo de material, cor, detalhe, dentre outros.

M

Magenta: O magenta é uma cor-pigmento primária e cor-luz secundária, resultado da mistura das luzes azul e vermelha. Sua cor complementar é o verde. Ao contrário das demais cores, esta cor não está em uma única faixa de ondas no espectro; a luz magenta tem ondas tanto de vermelho quanto de azul na mesma quantidade.

Manga japonesa: Manga sem cava, curta e contínua.

Marsala: Trata-se de um tom da cartela de cores Pantone eleita como a cor do ano. O nome veio de um vinho italiano e a cor é um revival do “burgundy” de outras temporadas. Marsala vale para uma cartela meio vinho, meio marrom, meio vermelho e é uma aposta certeira desta estação.

Matelassê: Enchimento de algodão colocado entre duas camadas de tecido e preso por costuras, formando um padrão decorativo regular ou irregular. O matelassê foi muito utilizado em casacos e jaquetas no início da década de 20 e se destacou também na década de 70.  É uma textura clássica.

Midi: Comprimento em que a barra das saias ou vestidos fica abaixo do joelho, na altura da canela.

Militar: Inspirado nos uniformes dos exércitos, o estilo chegou às ruas no final da década de 30 e nos anos 40. Devido às restrições da guerra e à necessidade de praticidade e conforto pra encarar uma nova frente de trabalho nas fábricas, as mulheres passaram a adotar roupas que remetiam às fardas. Nos anos 60, o estilo retorna com força, agora também refletido nos excedentes de exércitos. O militar e seus matizes são referências eternas para os designers de moda.

Minimalismo: Refere-se ao visual mais limpo, com cores neutras e formas sem muitos detalhes.

Mix & Match: Mistura de estampas, cores e texturas em harmonia no mesmo look.

Mocassim: Tipo de sapato criado pelos índios norte-americanos. Eram feitos com casca de árvore, sem salto. A sola do sapato subia pelas laterais e pela ponta dos pés e se juntava com uma peça em couro em forma de “U”. Durante o século 20, foram adaptados a calçados informais, tanto masculinos quanto femininos.

Modelagem: Execução do molde ou modelo em papel ou tecido a partir do qual uma peça de costura será reproduzida. Depois que a roupa está pronta, o termo também serve para descrever suas formas.

N

Navy: Foi Coco Chanel quem imortalizou o estilo Navy no início dos anos 20. Desde então, o estilo inspirado em referências náuticas é símbolo de elegância.

A tradicional combinação das cores marinho, branco e vermelho com detalhes em dourado são a representação fiel do Navy. 

Normcore: O termo surgiu nas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos, para identificar não apenas uma forma casual de se vestir, mas, também, uma atitude autêntica de viver a vida, sem se preocupar com modismos ou marcas famosas. E é a combinação das palavras ‘normal’ e ‘hardcore’.

O

Organza: Tecido originalmente produzido em seda, caracterizado pelas fibras de filamentos contínuos que resultam em um material leve e transparente. Sua origem é incerta, mas algumas fontes afirmam que a palavra entrou nas línguas francesa e italiana durante a Idade Média como “organsin” e “organzano”, respectivamente, em homenagem a cidade de Urgang no Turquistão, que abrigava um famoso mercado de seda. Atualmente, também é produzido com algodão ou fibras sintéticas.

Oxford: O primeiro sapato amarrado com cadarços foi introduzido na Inglaterra em 1640. Logo tornou-se popular entre os estudantes da Universidade de Oxford. A partir daí, o estilo e o nome se espalharam. Os sapatos Oxford são caracterizados por serem de modelo fechado, amarrado, no qual a gáspea e o traseiro se sobrepõem às laterais. A gáspea é formada por duas peças, onde a biqueira fica sobreposta à segunda.

P

Pala: É a um pedaço de tecido que sustenta a parte maior da peça. Exemplo: nas camisas fica entre os ombros, em uma saia fica entre o quadril e a cintura.

Peep toe: Do inglês “dedão do pé”. Sapato com uma pequena abertura na frente que deixa o dedo de fora.

Pelerine: Capa rodada, curta ou até a cintura, com ou sem capuz. Significa peregrino em português, o termo saiu de “pèlerin”, que eram os jovens viajantes franceses. É usado em lã e pele pelas mulheres e na Europa faz parte da farda de policiais.

Peplum: Consiste em um babado (ou prega) localizado na região do quadril ou final da cintura. A proposta é inspirada no New Look de Dior, criado nos anos 1950. Geralmente, vem aplicado em saias bem justas, estilo lápis, ou em blusas, mas os vestidos também podem trazer esse detalhe. Pode ainda ser comercializado como item individual, para ser aplicado sobre qualquer peça.

Plataforma: Sola grossa e inteiriça que teria sido criada, nos anos 30, por Carmen Miranda, que estava em busca de conforto e alguns centímetros a mais para o seu exíguo 1m52cm. Ela pediu a um sapateiro carioca para fazer o modelo. Alguns biógrafos, como Ruy Castro, afirmam que a autoria não foi confirmada porque a pequena notável não patenteou a invenção. O certo é que a plataforma esteve em moda em quase todas as décadas a partir de então, principalmente nos anos 40 e 60. É um dos saltos preferidos da brasileira. 

Poncho: Pedaço quadrado ou retangular de tecido de lã com uma abertura no centro para a cabeça. É usado reta ou diagonalmente, originário da América do Sul. Tornou-se popular nos Estados Unidos no final da década de 40 e logo depois  se espalhou para a Europa. A moda étncia do final dos anos 60 resgatou a peça, que retorna a cada movimento folk das passarelas.

Prêt-à-porter: É a expressão francesa para o inglês ready-to-wear. Traduz o conceito de moda pronta para vestir que surgiu nos anos 50 e foi responsável dela difusão da moda. A partir de então, passou a ser possível criar roupas em grande escala industrial com melhor qualidade, oferecer uma grande praticidade, além da variedade não só de estilos, mas também de preço e tendências. Os desfiles de prêt-à-porter, que apresentam coleções de grandes nomes desde os anos 70, movimentam o chamado planeta fashion, com semanas de moda nas principais capitais do mundo: Nova York, Londres, Milão e Paris.

Q

Quimono: Traje japonês solto, de mangas amplas, com uma faixa larga envolvendo a cintura. 

R

Rasteira: Sandália sem salto, que é presa aos pés com tiras. Pode ser um chinelo também. 

Ready-to-wear: Ou prêt-à-porter, são coleções ‘prontas para usar’, com peças idealizadas para o dia a dia, diferentemente da alta-costura.

Regata: O termo vem francês “débardeur” significa estivador, descarregador. Camiseta de malha decotada, cavada e sem mangas e decote V, que era usada por imigrantes portugueses para trabalhar.

Renda Guipure: Também chamada de guipir, gripir ou gripier, é uma renda de linho ou seda com motivos de relevo, que formam arabescos. A renda guipure tem visual mais robusto e é considerada a mais nobre das rendas.

Resort: Coleção lançada antes dos desfiles de primavera/ verão.

Retrô: Peça nova que remete às produções antigas.

S

Salto Agulha: Também conhecido como stileto, agulha ou espigão, é um salto altocom uma estrutura longa e delgada com um espigão de metal no interior, semelhante a um pilar ou coluna. O stileto foi criado nos anos 50. Alguns atribuem a concepção a Salvatore Ferragamo, outros a Albanese de Roma ou a Dal Có, que apresentaram modelos de saltos agulha por volta de 1953, na Itália. Entretanto, a maioria dos historiadores acredita que foi o designer francês Roger Vivier que, em Paris, desenvolveu o primeiro modelo.

Sandália: Deriva do latim sandalium, do grego sandaleon, “calçado de sola de madeira preso aos pés com tiras”.Calçado preso ao pé por tiras, que pode ter salto ou não (rasteiras).

Sapatilha: Sapato leve, baixo e simples, originariamente criado no século 18. No final do século 19, sapatilhas de verniz tornaram-se o calçado adequado para homens frequentarem bailes à noite. No século 20, as mulheres adotaram sapatilhas, que ganharam ênfase na moda a partir dos anos 50. Muitas mulheres reconhecidas pelo estilo, como a atriz Audrey Hepburn, tinham sua imagem relacionada a sapatilhas. São elegantemente simples e confortáveis.

Saruel: Saruel é uma espécie de saia-calça de origem africana. O desenho do gancho é o que mais a diferencia de uma calça convencional. O gancho é necessariamente grande e baixo. Em inglês, foi batizada de drop-crotch. Veja também dhoti.

Sobretudo: Casaco inspirado na sobrecasaca, com diferentes modelagens e adaptações.

Scarpin/escarpim: Do italiano antigo germânico scharpf, “agudo, com borda cortante, pontudo”.

O scapin tem bico fino, arredondado ou quadrado, e deve ter salto de no mínimo quatro centímetros. Quando o salto for maior que 10 centímetros é chamado de stiletto.

Shape: É a forma, a silhueta da roupa. Pode ser um shape mais largo, mais sequinho, ajustado ao corpo, mais moderno ou clássico.

Smoking: Originalmente um paletó de seda, veludo ou brocado, adornado com botões, que os homens usavam para fumar em casa ou em reuniões íntimas na segunda metade do século 19. No final do período já havia se transformado num paletó formal, de noite, em tecido preto ou azul escuro. Depois da Segunda Guerra, voltou a ter abotoamento simples. Smoking para mulheres entrou em moda ao final do anos 60, começo dos anos 70, pelas mãos do francês Yves Saint Laurent.

Spencer: Casaco curto, na altura da cintura, de mangas longas, que pode ter abotoamento simples, duplo ou triplo. A peça originou-se na Inglaterra e seu nome é uma homenagem ao Lorde Spencer, que usava fraque redingote e um dia acidentalmente incendiou-se em uma lareira, sobrando apenas a parte superior. O traje queimado virou moda. Entrou no vestuário feminino em 1790.

Stylist: Profissional que trabalha junto do estilista e ajuda a definir o estilo e o conceito de um desfile.

T

Tartã: Tecido de trama fechada originário da Escócia, onde padrões diferentes são usados para identificar os clãs. O tecido possui listras coloridas que se cruzam, criando desenhos em xadrez de várias larguras. 

Terno: Vem do Latim ternus, “o que é formado por três partes”, porque ter significava “três”. O terno é formado pela calça, pelo paletó e por um colete. Mas costumam chamar o costume, que só possui calça e paletó de terno por engano.

Tie-Dye: Método simples de tingimento pelo qual pequenos segmentos do tecido são amarrados com linha, evitando que a cor passe a essas partes e formando, assim um padrão irregular. Tie-dye significa “amarrar e tingir”

Ton sur Ton: Em francês significa tom sobre tom, ou seja, uma união de diferentes tons da mesma cor usados um sobre o outro, ou próximos.

Top Cropped: Top curto, que acaba logo após o peito e deixa o abdômen à mostra.

Trapézio: Lançado por Yves Saint-Laurent em 1958, o trapézio, quadrilátero com dois paralelos,  era uma peça com forma de tenda ampla e rodada que chegava aos joelhos. As costas do vestido eram cortadas de modo a cair livremente a partir dos ombros, como uma linha A mais ampla. Elegante, o trapézio veste bem a maioria das silhuetas.

Trench-coat: Casaco considerado o clássico do guarda-roupa, com modelagem ampla, fenda traseira, ombreiras e pala nas costas. No punho tem fivelas e tiras, com bolsos fechados com lapelas. Foi criado na Primeira Guerra Mundial e seu nome significa “casaco de trincheiras”.

Trendsetter: Quem ou o que lança tendências.

T-shirt: As camisetas são chamadas de T-shirt por causa do seu formato, nome dado pelos americanos. Peça de roupa para o tronco, em algodão, em formato de T, com mangas curtas, que serviam para serem usadas por baixo da farda durante a Primeira Guerra Mundial. Mais tarde foi adotada por trabalhadores operários. O ocidente adotou a camiseta como moda na década de 60, com logotipos, piadas, slogans, entre outros.

Tuxedo: Traje black tie tradicionalmente composto por calça preta com faixa acetinada nas laterais, paletó com lapelas pretas de tecido acetinado e camisa branca. Também pode ser chamado de smoking.

U

Underwear: Roupa íntima.

V

Vicky: É um tecido com fios tintos, em xadrezes de tamanhos diferente. O xadrez vichy foi popular para vestidos de verão durante o século 19 e entrou em moda a partir das décadas de 40 e 50.

Vintage: Peças antigas ou estilo que remetem a décadas anteriores.

W

Wrap Dress: Criado pela estilista Diane Von Furstenberg na década de 70, o também conhecido por ‘vestido envelope’ virou febre entre as mulheres por ser democrático, de adaptando a qualquer tipi de corpo. É transpassado na frente e preso por duas tiras laterais, que formam um laço e se ajusta muito bem ao corpo.

Com Carinho

Paula Pio

Consultora de Estilo & Imagem 

(19) 99747-1147

http://www.paulapio.com.br

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