O brincar na escola: aprendizagem divertida potencializa o processo de aprendizagem.

Por décadas, o ato de brincar era desassociado do processo de aprendizagem. O ensino considerado eficiente era o que priorizava a retenção de conteúdos através de aulas expositivas, visando que o estudante alcançasse degraus superiores no que se refere à quantidade de informações.

Porém, após anos de pesquisa, transformações em âmbitos sociais e transformações de geração em geração, vê-se o crescimento da ludicidade e brincadeiras nos espaços educacionais. Afinal, brincar é uma forma de aprender?

Segundo diversos teóricos e inúmeros educadores, sim. Brincadeiras, jogos e atividades direcionadas adequadamente são aliados poderosos para o processo educativo.

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Explico: o nível de contração de crianças no primeiro setênio de vida (0 a 7 anos ou mais, em parte dos casos) é de, em média, 20 minutos para um mesmo assunto que desperte seu interesse. Como prova, repare que os episódios de desenhos são cada vez mais curtos. Crianças que realizam atividades práticas durante o processo de aprendizagem aprendem 30% a mais do que a média, sobretudo se as atividades possibilitam a interação e a diversão. A aquisição do conhecimento, quando utilizando diversos sentidos e recursos – dentre eles falar, ouvir, ver e interagir – atinge níveis de 70% de aproveitamento.

Então, se a escola utiliza regularmente, em sua programação, brincadeiras e jogos direcionadas para cada faixa etária, estará estimulando diversos fatores no desenvolvimento infantil de maneira rica e prazerosa. Brincar de feira, por exemplo, ensina conceitos de matemática, espaço, forma e alimentação saudável. Amarelinha oferece o desenvolvimento corporal e a contagem numérica. Forca incentiva o raciocínio rápido e a grafia correta das palavras. E, enquanto isso, os pequenos aprendem.

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Isto não quer dizer brincar o tempo todo de qualquer coisa. Significa, no entanto, que recursos lúdicos serão programados e inseridos na rotina escolar com a orientação dos educadores, de acordo com os objetivos de aprendizagem de cada turma. Se a escola do seu filho procede desta forma, ponto positivo para ela!

Portanto, se a escola insere momentos lúdicos no currículo e prática escolar direcionados adequadamente, saiba que não é perda de tempo. É, comprovadamente, um investimento na educação desta geração extremamente atenta, contestadora mas que, como crianças de quaisquer gerações, gostam de brincar e aprender.

Resumindo: sendo feliz no ambiente escolar, a aprendizagem, certamente, flui melhor!

Maibi Mascarenhas


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