OBESIDADE INFANTIL: o papel da família na promoção de atividade física

Olá, pessoal!

Hoje vim falar com vocês sobre um problema de saúde: a obesidade na infância.

Este assunto pode ser discutido sob diversas abordagens.

Vou discorrer sobre somente um dos aspectos: a família promotora de atividade física.

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Um dos maiores males decorrentes do modo de vida atual está afetando nossas crianças: o excesso de peso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o número de casos de crianças com excesso de peso vem multiplicando em vários países.

O número de crianças brasileiras com este problema vem aumentando cada vez mais, colaborando para que a obesidade seja considerada atualmente como uma epidemia mundial.

Este ganho excessivo de peso, se deve principalmente ao estilo de vida das famílias atualmente.  O acesso generalizado à alimentação de conteúdo energético alto, rica em gordura e pobre em fibras, a falta de espaço para prática de atividades físicas ao ar livre, a violência nas ruas, a correria dos pais que, na maioria das vezes, trabalham fora e não têm tempo para se dedicar tanto aos seus filhos, alto índice de stress e sedentarismo em adultos e crianças têm se tornado um risco para a saúde.

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Sedentarismo, inatividade física e obesidade andam de mãos dadas, porem é difícil determinar quem é fator primário nessa relação.

Se o indivíduo ingere alto valor energético, na forma de calorias provenientes  dos alimentos, e não gasta estas calorias em qualquer tipo de atividade que dispende energia, esta se acumula no organismo, mais precisamente nos adipócitos (células de gordura) e a pessoa aumenta seu peso corporal.

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Se manifestada na infância, a obesidade aumenta o risco de uma criança desenvolver doenças antigamente encontradas somente em adultos; como diabetes, hipertensão arterial, altas taxas de colesterol e triglicérides, doenças cardiovasculares e câncer (NIH, 1998).

Também podem estar associados os transtornos renais, musculares, ósseos, articulares, hepáticos, respiratórios (asma, apnéia do sono e intolerância aos exercícios físicos vigorosos) e complicações neurológicas.

Alguns autores reportam ainda a queda da auto-estima, depressão, ansiedade, e outros problemas psicológicos em pessoas obesas, interferindo no convívio social e levando ao isolamento pessoal (GROSSMAN & CARDOSO, 1997).No caso de uma criança obesa, ela pode estar exposta ao bullying na escola, sofrendo violência física e psicológica, que podem causar traumas emocionais.

Não podemos ficar parados, observando nossas crianças caminhando para o desenvolvimento de uma doença que pode até ser fatal.

A formação e a adoção dos hábitos saudáveis deve ser estimulada na infância, pois é durante os primeiros anos de vida que são formados os hábitos, por exemplo, alimentares e de atividade física.

Quando esses hábitos são formados de maneira incorreta, o risco da criança se tornar obesa na adolescência é de 75% e na vida adulta é de 40%.

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O excesso de peso deve ser identificado o quanto antes para evitar o aparecimento de problemas de saúde diversos além do risco de alteração da auto-estima da criança.

O ser humano não foi feito para ficar parado. A gente tem q se movimentar. Criança tem q se mexer. Veja um texto sobre este assunto, no link:

https://mariababona.wordpress.com/2015/07/30/o-brincar-e-a-qualidade-de-vida-das-criancas/

Sendo a obesidade uma doença multifatorial, sua prevenção e tratamento deve envolver várias esferas da sociedade. Ou seja, o setor da saúde, também na educação, cultura, comércio e mídia estão interligados.

Profissionais de diferentes áreas devem trabalhar juntos.

Médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, professores e família devem agir integrados.

Desta forma, eu poderia falar para vocês sobre a influência das propagandas na tv, sobre a falta de políticas públicas, e muitos outros fatores relacionados a este problema, mas como este blog é voltado para pais, neste artigo, abordarei exclusivamente o papel da família na obesidade na infância.

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Os pais são o primeiro exemplo para a criança.

Os filhos imitam os pais.

Por isto, se os pais são ativos fisicamente, provavelmente estimularão os filhos a praticarem exercícios também.

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Por outro lado, os pais são os responsáveis pela alimentação das crianças. São eles que compram os alimentos, preparam os pratos, servem as crianças pequenas.

O tipo de alimento, a forma de preparo, a quantidade e variedade oferecida vão desenvolver o hábito alimentar da criança nova.

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Precisamos pensar se estamos gerando uma família saudável.

Como educadora física, deixarei algumas sugestões práticas para os pais aplicarem no dia a dia, para formarem os filhos com estilo de vida ativo:

  • Matriculem seu filho em uma escolinha de esportes.

As opções são numerosas. Aqui no blog tem textos sobre as seguintes modalidades:

(https://mariababona.wordpress.com/2015/08/21/gingando-e-brincando-capoeira-para-criancas-ate-6-anos/).

  • Façam caminhada juntos.
  • Façam brincadeiras ao ar livre (jogar bola, pular corda, esconde-esconde, etc).

  • Levem o animal de estimação para passear.

  • Levem-no para brincar em praças e parques. Nossa cidade tem muitas opções.

  • Reúnam a família e façam brincadeiras em grupo, de roda, em equipes (ex: corre cotia, batata quente, ovo na colher, etc)

  • Ou simplesmente liguem uma música e dancem pela casa.

  • Qualquer atividade vale a pena. O importante é se movimentar!

(Veja este texto: Criança tem que se mexer:

https://mariababona.wordpress.com/2015/08/21/porque-crianca-tem-que-se-mexer/)

Desejo muita diversão em família!

Resumindo:

  1. Na infância a criança adquire vários hábitos que vai carregar para a vida toda.
  2. A obesidade na infância é usualmente uma condição não benigna. Quanto mais tempo uma criança estiver com sobrepeso, mais provável que o estado continue na adolescência e fase adulta.
  3. Por isso a prevenção da obesidade deve começar o mais cedo possível.
  4. A família, escola, saúde devem se unir para promover ações de prevenção e tratamento da obesidade infantil.

Referências:

National Institutes of Health – NIH. Clinical guidelines on the identification, evaluation, and treatment of overweight and obesity in adults. Bethesda, MD: Department of Health and Human Services, National Institutes of Health, National Heart, Lung and Blood Institute; 1998.

Grosssman E, Cardoso MHC. As bases conceituais dos documentos oficiais de atenção à saúde do adolescente. Rev. Bras. Cresc. Des. Hum. 1997;7(2): 1-11.

(Ilustrações retiradas da internet.)

 

PRISCILA CRISTINE RIBEIRO

Professora de Educação Física em escola, mãe de um meninão esperto, colunista no blog Maria Babona e autora dos blogs www.maternoamoreterno.blogspot.com, www.professoradeeducacaofisica.blogspot.com e energiaemovimento.blogspot.com


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