Pequenos detalhes fazem toda a diferença no futuro: elogie, vibre, valorize…

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Olá minhas amigas, já estava com saudades de escrever…

A correria de julho foi intensa, férias escolares, um Congresso online sobre autismo (para quem não sabe sou mãe de um menino autista lindo, o Tiago e de uma princesinha sapeca a Bianca), férias do marido que não ocorreram uma doideira total, mas que teve um saldo positivo: uns quilinhos a menos ! oba!

Mas falando sério, quero trazer para vocês alguns fatos que ocorreram no meu dia a dia com meus filhos e outros que me chegaram através de relatos de amigas e familias que eu atendo no coaching familiar. Vou conversar um pouquinho com vocês sobre a formação da autoestima, onde nós pais e mães podemos atuar para construir bases sólidas neste quesito.

Vamos voltar um pouquinho aos “primórdios” de nossa existencia, desde recém nascido o ser humano busca a auto afirmação, a aprovação através do contato com a mãe, pai ou outro cuidador que se manifesta através do sorriso social(em retorno ao sorriso recebido), as “gracinhas” conforme vai crescendo e tudo girando em torno dos seus atos e a resposta que eles provocam nas outras pessoas, esta fase é importante e dura até 1 ano e meio mais ou menos.

Depois a partir dos 2 anos a criança começa a se sentir poderosa, ela passa a ” escalar’ a vida em busca de novos desafios o tempo todo e quer a todo tempo mostrar ás pessoas do que ela é capaz, ela vibra consigo mesma.

Nesta fase e até os 4 anos ela nao tem noção de quem é, na cabecinha dela tudo se mistura(realidade e fantasia) e até relações e papeis(aprendi com uma terapeuta educacional). Nesta fase a criança acredita que ela é tudo ou parte de tudo, ela é a mãe, é o pai, é o quarto, é os brinquedos, os locais, tudo é ela, tudo é dela, algumas linhas chamam de fase egocêntrica, o papel mais indicado para os pais nesta fase é observar e intervir se algo estiver trazendo sofrimento.

Cinco anos ! Idade definitiva para o estabelecimento das bases da auto estima…a partir desta idade a criança toma ciencia de que ela não é a mae , não é o pai, não é o ursinho, ela é a Bianca, por exemplo, e está interessadissima em saber do que é capaz mas ao mesmo tempo está com um medo tremendo de perder as coisas e as pessoas que agora ela sabe inconscientemente que não são “ela’ e não são “dela”, além de um medo terrivel de falhar.Ouço muitos relatos de crianças nesta idade ou aproximadamente nesta idade porque o ser humano não é uma máquina (cada um a seu tempo), mas enfim ouço relatos de crianças com pesadelos em que perdem a mãe ou o pai, que não querem mais entrar na escola, querem de volta brinquedos e objetos que já deram, começam a roer unhas ou qualquer outro ato de nervosismo e aflição.

Qual a nossa conduta muitas vezes ? ” menina para com isso ou vai ficar de castigo” “está ficando bobo ? porque está fazendo isso?’ e dai para mais e, sinceramente já fiz isso várias vezes mas busquei ajuda e descobri um ” macetinho” nestas horas que você nota estas inseguranças todas: tire o foco e mostre ao seu filho o que ele é capaz de fazer. Elogie, descreva o feito bacana que ele fez, chame-a para te ajudar, determine tarefas, premie elogiando, faça tabelas de mérito, sorria e o abrace. A partir desta conduta seu filho ou filha vai se fortalecendo, vai criando uma imagem positiva sobre si mesmo, não deixe de corrigir quando ele ou ela forem desobedientes ou não cumprirem o prometido. Um adulto com auto estima saudavel certamente teve limites impostos na infancia, errou bastante e acertou também para formar sua personalidade.

Porém existe algo que devemos evitar a qualquer custo, na primeira infância principalmente, e ao longo de nossa vida e nossas relações, termos pejorativos para tratar com os filhos, vou dar exemplos pesados mas conheço gente que até hoje se trata e não se cura dos sons que remetem á fala dos pais : Burro, gorda, feia, lerda, insuportavel, “não faz nada direito”, “não vai ser nada na vida” e por ai vai…Gente, filhos não são santos nem a gente é, eles nos tiram do sério e dá vontade de falar algumas coisas ” além da conta’ eu sei que dá, mas respirem fundo, corrijam e partam para a proxima eu garanto que no futuro você terá um ser humano imune a provocações externas, bullying e uma série de outros problemas pois teve uma formação sólida que o ensinou quem ele é e do que é capaz de maneira responsavel e postiva.IMG_2542

É este o recado deste texto e quero que a gente continue a conversar sobre isso…

Ficou alguma duvida ? me manda um recadinho por aqui…

Um beijo ! Ju uma mulher em permanente estado de construção…

Autora, coach familiar, intérprete e tradutora de temas ligados ao autismo, Autora do livro “ Inspirados pelo amor” , em vias de publicar o segundo livro “ AUTISMO DE 0 A 100 TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER “. Administradora de conteúdo no portal http://www.autismoevitoria.com. Administra os Grupos Virtuais Autimates e Campinas com Crianças. Colunista de Blog Maria Babona, Portal Maternidade Inteligente, facilitadora e Palestrante do Conaomi : http://conaomi.com.br/inscricao/

7 comentários sobre “Pequenos detalhes fazem toda a diferença no futuro: elogie, vibre, valorize…

  1. Excelente texto Ju! Realmente é fácil perder a linha com os pequenos… eles nos testam demais… na verdade acho que testam a si mesmos… mas o importante é poder contar com textos como esse para nos fazer parar e refletir!

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