O brincar e a qualidade de vida das crianças

imageAtualmente o termo QUALIDADE DE VIDA (QV)  é utilizado em diversas áreas do conhecimento e de atuação com a população; seja na medicina, fisioterapia, educação, política, economia, propaganda, e muitas outras. É bastante empregado, tanto por pesquisadores, quanto por leigos. A população em geral emprega o termo em seu dia-a-dia, com significados variados e às vezes incluem esta expressão em seu vocabulário sem mesmo saber seu significado.

QV é um conceito global utilizado para nomear algumas características da experiência humana. 

É a sensação subjetiva de bem estar, percepção pessoal da condição de vida.

É um termo bem abrangente, que alguns autores, ao tentar defini-lo, o relacionam com aspectos que envolvem diagnóstico e tratamento de uma doença, mas também se estendem além da questão médica, incluindo estilo de vida, comunidade e vida familiar.

Em crianças, a QV tem sido definida como conceito subjetivo e multidimensional, que inclui a capacidade funcional e interação psicossocial da criança e da família (VASCONCELOS, 2009).

A avaliação da qualidade de vida em crianças e adolescentes permite obter o conhecimento para o desenvolvimento de métodos de promoção da qualidade de vida nestes grupos etários. É importante, também, para identificar fatores de risco ao bem-estar das crianças, e finalmente, prevenir efeitos negativos desses fatores (Helseth & Lund apud GASPAR & MATOS, 2008).

“Quando se quer proporcionar saúde e bem estar à criança, busca-se oferecer-lhe uma alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares, um bom sono, uma boa escola e atividades extraclasses, dentre outros elementos” (LAGES e CECÍLIO).

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No entanto, o brincar tem que ser a principal atividade da criança.

Na primeira infância, deve ser a única. Na idade escolar, a brincadeira deve estar presente, inclusive na escola.

Os adultos devem proporcionar tempo e espaço adequados para a criança brincar.

O lugar deve ser limpo, seguro, tranqüilo.

E não é necessário um monte de coisas, nem brinquedos caros. A criança brinca de criar, imaginar, representar.

A criança inventa brincadeiras e pode confeccionar seus próprios brinquedos, com ou sem ajuda dos pais, dependendo da faixa etária.

Brincando ela desenvolve sua auto-confiança, auto-estima, socialização, e muitos outros aspectos fundamentais para uma boa qualidade de vida.

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“É uma experiência importantíssima para a criança, onde ela vivencia uma série de descobertas que atuarão de forma construtiva em seu desenvolvimento corporal, psicológico, total” (LAGES e CECÍLIO).

 

Referências:

GASPAR, T.; MATOS, M.G. Aventura social & sexualidade de vida em crianças e adolescentes versão portuguesa dos instrumentos kidscreen 52. Portugal: Fundação para a Ciência e a Tecnologia/MCES 2008.

LAGES, L.; CECÍLIO, R. Qualidade de vida na infância. In: http://escolaipeamarelo.com.br/blog/a-importancia-do-brincar/. Acesso em: 20/07/2015.

VASCONCELOS, V.M. Qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade de Fortaleza – UNIFOR como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Saúde Coletiva, 2009.

(Imagens retiradas da internet)

PRISCILA CRISTINE RIBEIRO

Professora de Educação Física em escola, mãe de um meninão esperto, autora do blog maternoamoreterno, colunista no blog Maria Babona, e produtora de conteúdo do Campinas com crianças.

Arte com toalhinhas

7 comentários sobre “O brincar e a qualidade de vida das crianças

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