Os 3 anos é a adolescência infantil: um desafio para famílias e educadores

3 anos. Idade linda. Em geral, a criança já sabe contar uma quantidade de números, fala bem, se alimenta adequadamente sozinha e vão-se os últimos detalhes do desfralde. De 3 e meio a 4 anos, então, algumas já comem com garfo e faca (apropriados, claro), adormecem por conta própria e auxiliam em tarefas em casa e na escola. Bom, não é?

Porém, junto com esses rompantes de independência, vem um pacote novo de reações:
as típicas atitudes que representam o “você não manda em mim”, as estratégias de negociação, a insistência, a confrontação, o ato de desafiar e de querer fazer valer a própria opinião. Adultos, então, se perguntam: onde foi parar aquela criança doce, que adorava um colo e precisava tanto que eu a direcionasse? Ela cresceu.

Bem vindos, então, familiares e educadores, à primeira adolescência da criança.

Até os 7 anos, a o desenvolvimento infantil é marcado por transformações profundas e que serão levadas ao longo de toda a sua existência. São conquistas vitais e é neste período, dentre outras questões, que é formado o caráter, as principais características da fala e tantos outros aspectos.

Nesta fase entre 3 e 4 anos (uns com um pouco menos e outros com um pouco mais), porém, acontece o primeiro pico hormonal da criança – palavra de pediatras – onde ela deixa para trás os traços de bebê (repare na conformação do rosto, do corpo e na forma de andar). Ela se torna efetivamente uma criança. Esse pico é mais acentuado nas meninas (pense numa TPM mirim…) e pode durar em torno de um ano.

Explico o que acontece: os hormônios mudam e sacodem o corpo. O intelecto muda, o grau de dependência muda, a leitura de mundo muda e eles descobrem que possuem condições plenas de realizarem ações que não conseguiam antes, tanto físicas quanto mentais. Opiniões próprias mais acentuadas, atitudes e conclusões próprias saltam aos olhos dos pequenos. Exatamente como acontece com um adolescente: o juízo é pouco, a experiência de vida é menor ainda mas eles querem, por diversos motivos, expandir a própria liberdade e se afirmarem com razão sobre quase tudo.

O que fazer? Surtar? Dá vontade, sim, várias vezes. Chorar? Se necessário, chore sim. Agressões são comuns nesse período e magoam. Acho que todas as mães e educadores já se sentiram feridos. Porém, não abandone a batalha, nem as crianças, porém, mantendo o respeito próprio e tendo sempre como guia o que for efetivamente certo.

Algumas dicas:

  • Lembre-se da sua TPM ou da TPM de alguém. Hormônio é coisa séria e muitas vezes amplifica sentimentos e reações.

  • Alterne comportamentos. Se costuma ser bravo, seja direto, mas tranquilo. Quebre o padrão nos momentos mais tensos. Isso tira a criança da situação de domínio, porque ela está acostumada a você ter uma mesma linha de reações para um mesmo tipo de estímulo.

  • Com segurança e após dar algum conselho não aceito, deixe a criança se frustrar e obter alguns insucessos. Em seguida, converse com ela. Isso mostrará, com o tempo, o quanto você é de confiança, a respeita e sabe mais sobre a vida do que ela.

  • Crie atividades de movimentação. Estimula diversas áreas do corpo e do cérebro, que está em plena transformação, e permite que a criança se acalme e exacerbe várias questões.

Não se culpe se nem sempre for possível fazer o melhor. Acontece com todos, tanto em sala de aula quanto em casa. Porém, tendo a consciência do que acontece verdadeiramente, fica menos dolorido entender que não se trata de falta de amor, de presença, de paciência, de competência ou qualquer outra coisa. É apenas uma etapa que faz parte da nossa espécie e que, após a ebulição, se solidifica com o amadurecimento natural.

Respire. Mantenha o foco. Vai passar – mas possivelmente, vai demorar até em torno dos 4 anos.

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